EGITO
CRUZEIRO NO RIO NILO
Na cidade de Luxor embarquei com Amanda em um cruzeiro pelo Rio Nilo. Numa viagem de quatro dias visitamos Luxor, Edfu, Kom Ombo e finalizando em Awsan.
Durante este percurso vivemos muitas aventuras visitando estas cidade e os templos mais importantes do Egito.

Neste luxuoso navio passamos três noites inesquecíveis comemorando vistas lindas, refeições saborosas e atendimento de qualidade.




LUXOR
Viajamos de trem da capital do Egito, Cairo, para para o sul, Luxor, situada na beira oriental do rio Nilo. Descemos na estação ferroviária - primeira foto - e admiramos as características da cidade.




Neste passeio encontramos muitos elementos que chamaram nossa atenção como o portal em uma praça, a pequena mesquita com alta torre, o homem costurando do lado de fora do seu atelier e estreitas ruelas, sujas, comum nas cidades do Egito.




Luxor é vista como o maior museu ao ar livre do mundo. Em meio a esta cidade estão as ruínas de diversos templos egípcios.
Pernoitamos à bordo do navio atracado no cais e no dia seguinte visitamos os templos começando pelo mais famoso, no centro.
TEMPLO DE LUXOR - Rejuvenescimento da realeza
O Templo de Luxor é um grande complexo localizado na margem oriental do rio Nilo. Construído entre os anos 1400 e 1000 a.C. pelo faraó Amenhotep III, que ordenou a construção da parte interior, e Ramsés II, que adicionou à fachada quatro colossos e dois obeliscos restando hoje apenas um inteiro.



Situada em frente à entrada, cerca de 2.700 metros em linha reta entre o Templo de Luxor e o Templo de Karnak, a Avenida das Esfinges tem elas com cabeça de mulher e corpo de Leão.
Para o Festival Opet anual eram montados ao longo desta avenida seis santuários servindo como estações de passagem para as barcas dos deuses durante as procissões.
Durante o festival uma estátua de Amon do vizinho Templo de Karnak desfilava pelo Nilo.

Dentro do Templo de Luxor, o pátio de Rameses II e a colunada de Amenhotep III são espaços de granzeda inimaginável, tanto no seu interior como no exterior.



O mais espetacular deste templo é o Grande Salão Hipostilo no Pátio de Amenhptep III. Com mais de 5.000 metros quadrados contém 134 colunas, sendo que as 12 centrais são mais largas e elevavam a 23 metros de altura o teto hoje inexistente.
O Templo de Luxor não foi dedicado a um deus de culto ou uma versão divinizada do faraó para a morte, mas sim ao rejuvenescimento da realeza.
Cada espaço era consagrado especial como a Corte do sol de Amenhotep III e o Santuário Barque de Theban Tria, entre outros acessados por corredores grafitados.




NoTemplo de Luxor cada espaço era consagrado como um santuário.



TEMPLO DE KARNAK - Deus Amón
Karnak é o nome de uma pequena população egípcia, situada na beira oriental do rio Nilo, em Luxor, na zona da antiga Tebas, ao norte.
Este é o maior e o mais influente centro religioso egípcio desde o Império Novo, 1570-1069 a.C. Ele foi dedicado ao deus Amón, a personificação dos ventos, um deus da mitologia egípcia.
Na entrada do museu haviam réplicas dos transportes usados para transladar os faraós.

As entradas aos recintos sagrados em Karnak estão protegidas por esfinges, símbolos do deus Amón, guardiães com cabeça de carneiro e corpo de leão, um ser mitológico presente em diferentes culturas do mundo antigo.


À esquerda da entrada está um modelo do faraó Seti II. À direita está o templo de Ramsés III e na frente a sala hipóstila sustentada por colunas.
Mais ao fundo encontram-se os obeliscos de Thutmose I e Hatshepsut e uma serie de estâncias com patios menores e santuários




À mais de quatro mil anos Intef II, o rei da dinastía XI, começou as obras do templo de Amón, o deus principal do panteon egípcio, lugar onde surgiu la moderna população de Karnak.
Durante os seguintes mil anos, dezenas de faraós foram criando e remodelando este lugar de culto mais rico e espetacular da antiguidade competindo em construír altos edifícios e obeliscos.




Sucessivos faraós competiam em construir edifícios e obeliscos em Karnak para honrar Amón, o deus principal do panteon egípcio.



Retornamos ao navio para almoçar e a tarde cruzamos o rio Nilo para visitar os templos no lado ocidental da cidade de luxor.
Enquanto o ônibos rodava eu fotografava os prédios: arquitetura moderna egípcia, fachada frontral trabalhada e outras só no reboco, colunas com armação de ferro prontas para receber mais um piso e esperas decoradas imitando palmeiras.




COLOSSOS DE MÊMNON
Colossos de Memnon são duas enormes estátuas de pedra do faraó Amenhotep III que ficam em frente às ruínas do seu templo mortuário.
Estas estátuas contêm 107 inscrições da era romana em grego e latim, datadas entre 20 e 250 d.C.

Logo depois dos Colossos de Memnon cruzamos pelo dseserto para chegar ao Templo de Hatshepsut, um passeio interessante pelas casas construídas nas montanhas de areia.



TEMPLO DE HATSHEPSUT - Faraó Hatshepsut
Para os egípcios a morte era apenas uma passagem para um outro lado onde os faraós continuarim reinando.
Conectado por uma passarela, este mortuário templo foi construído durante o reinado do faraó Hatshepsut da Décima Oitava Dinastia do Egito. Seus três terraços maciços erguem-se acima do chão do deserto, nas falésias de Deir el-Bahari.



Aberto através de três terraços fronteados por um pórtico que leva ao templo propriamente dito, chega-se ao templo por uma passarela.
Cada terraço elevado é acessado por uma rampa que bifurca os pórticos.



Este templo serviu aos cultos mortuários reais de Hatshepsut e Thutmose I. No extremo sul do terraço do meio está um santuário dedicado à deusa Hathor.




Na concepção egípcia, quanto aos aspectos da alma, durante a vida o espírito estava contido no corpo vivo e na morte tinha que ficar protegido para não ser abandonado por ela.

MONALIZA FACTORY ALABASTER
No caminho para o Vale dos Reis passamos por este lugar que vendia artefatos egípcios. Também assitimos uma apresentação da produção deles.



VALE DOS REIS - Tumbas dos Rameses
No Império Antigo os faraós eram sepultados em pirâmides, mas este costume caiu em desuso, uma vez que eram facilmente roubadas. A tumba subterrânea foi uma solução que os faraós do Império Novo encontraram para seus sepultos com mais segurança. Túneis subterrâneos foram escavados formando corredores e câmaras, algumas chegam a ter mais de 100 metros de extensão.
O Vale dos Reis tem 63 tumbas escavadas no meio de uma cadeia montanhosa e desertica.
A maioria não é aberta ao público. Apenas três estavam delas estavam sem preço adicional: Rameses I, Rameses III e Ramseses IV.


RAMESES I
Os faraós contratavam artistas para desenhar e pintar as paredes da tumba que viria ser seu túmulo registrando a vida o entorno deles, deixando para nós grande parte da história do Egito.
A tumba do Rameses I tem corredores e câmaras com pinturas bem preservadas. No seu centro está o túmulo dele e o corpo está no Egyptian Museum em Cairo.


No Egito conheci a capital, pirâmides, templos e desertos:
A pintura egípcia seguia alguns padrões como a cor da pele que varia de acordo com o gênero da pessoa: homens com tom tom avermelhado, quase cobre, e mulheres amarelado.
A arqueologia egípcia convencionou como Lei da Frontalidade este tipo de representação: cabeça, braços e pernas de perfil - olhos, ombros e tronco de frente, criando assim uma combinação da visão frontal e lateral.



RAMESES III
Este foi o segundo Faraó da Vigésima Dinastia no Antigo Egito, 1186-1155 a.C., o último grande monarca do Novo Reino a exercer qualquer autoridade substancial.
Seu longo reinado presenciou o declínio do poder político e econômico do Egito ligado a uma série de invasões no declínio na esfera cultural do Antigo Egito.
Sua incrível tumba tem uma escadaria enorme que leva o subsolo. Suas colunas e paredes criam um mezanino.


No Egito Antigo a religião estava presente em todos os aspectos, principalmente na vida após a morte e, como naquele tempo não havia a escrita, a forma de contar a história era através de desenhos representativos gravados nas paredes. As tumbas eram decoradas com a vida do faraó e dos deuses, incluindo animais, além de preces e saudações.




RAMESES IV
Esta tumba é extremamente linda. Me senti dentro de uma obra de arte. A fila não andava, uma vez que cada pintura exigia uma observação detalhada.



As atividades que o faraó praticava na vida e que gostaria de continuar fazendo no decorrer da eternidade eram os temas pintados nas tumbas.
Observei nesta o uso da cor amarela com mais predominância.




Após conhecer as maravilhas de Luxor, rodamos de ônibus durante um longo tempo pela costa ocidental do rio Nilo para encontrar o navio que havia se deslocado ao sul em busca de evitar o trânsito das embarcações. Ele estava longe. Seguimos ao longo de um canal paralelo ao rio Nilo que separa a estrada do deserto.
Neste passeio conheci um pouco mais sobre os costumes locais. O que mais chamou minha atenção foi o grande número de homens desocupados.




Estava anoitecendo quando chegamos ao cais onde o navio estava atradaco. O pôr do sol embelezou ainda mais o rio Nilo quando partimos de Luxor navegando para o sul.
Atrás do Amazonas, ele é o segundo rio mais extendo do mundo, com quase sete mil quilômetros.
O rio Nilo é o Criador da vida no deserto. Em seu caminho rumo ao mar Mediterrâneo, percorre dez países refletindo nas colheitas ao longo da história. Influenciou notavelmente o modo de vida das civilizações que foram se assentando às suas margens. Quando subia de maneira excessiva, os povoados situados ao seu redor ficavam devastados, um problema que terminou em 1970 com a construção da grande represa de Aswan.



Durante esta navegação, em pequenos barcos, vendedores parecendo piratas abordaram nosso navio aos gritos oferecendo seus produtos. Eles jogavam toalhas dentro de um saco pllástico até o convés do navio. Depois de olhar o produto, jogávamos de volta. Muitas vezes caia no mar e eles pegavam. No caso de compra, o procedimento era o mesmo com o dinheiro.
EDFU TEMPLE - Deus Horus
Amanhecemos na margem ocidental do rio Nilo, em Edfu, a cidade conhecida no período helenístico como Apollonopolis Magna, em homenagem ao deus principal Hórus, identificado como Apolo sob a interpretação grega.


Na entrada do Templo de Edfu tem uma estátua do deus Horus, a divindade principal da cidade comumente representada como um falcão ou como uma figura humana com cabeça de falcão.



Acredita-se que o teto enegrecido do salão hipostilo seja o resultado de um incêndio criminoso destinado a destruir as imagens religiosas que eram consideradas pagãs.




Construído no Reino Ptolemaico entre 237 e 57 a.C. as inscrições em suas paredes fornecem informações importantes sobre a linguagem, o mito e a religião durante o período helenístico.



Este templo funcionava como centro de festivais sagrados para Horus.
A cada ano, Hathor viajava de seu templo em Denderah para visitar Horus. O sagrado casamento deles foi a ocasião de um grande festival e peregrinação.



O Templo de Edfu é geralmente considerado o mais bem preservado dos santuários egípcios antigos. Por 200 anos sua estrutura ficou enterrada sob quase 12 metros de areia do deserto e lodo do Nilo, o que incrivelmente ajudou a conservá-lo.

À tarde seguimos navegando para Kom Ombo, onde deserto, palmeiras e plantações foram as exóticas paisagens que se apresentaram na beira do rio Nilo.



Também foi interessante ver as construções beirando o rio Nilo mostrando os detalhes da arquitetura egípcia nas pequenas vilas.



KOM OMBO
Ao final da tarde chegamos em Kom Ombo, uma cidade agrícola originalmente chamada de Cidade de Ouro. Sua localização à 50 quilômetros ao norte de Aswan deu-lhe algum controle sobre as rotas comerciais da Núbia ao Vale do Nilo, mas sua principal ascensão à proeminência veio com a construção do Templo de Kom Ombo no século II a.C.



TEMPLO DE KOM OMBO - Deus crocodilo Sobek e Deus Horus
Este templo é o único dedicado à dois deuses: Horus e deus crocodilo Sobek, completamente simétrico, com duas entradas, duas salas hipostilas cobertas por colunas e dois santuários.
Construído durante a dinastia ptolomaica, 180–47 a.C., com algumas adições feitas posteriormente durante o período romano, este é o único ainda coberto e iluminado para visitas à noite.

Suas pinturas parietais tiveram importante papel para essa civilização como garantia dos mortos alcançarem seus desejos no além da vida.
Também foram utilizadas como uma forma de comunicação.




MUSEU DO CROCODILO
Ao lado do templo, o museu inaugurado em 2012 destaca o deus crocodilo Sobek. Sua sala de exposições exibe múmias de crocodilos do Nilo. O mais longo com 4,30 m, enquanto o menor tinha 2 m.


ASWAN, Jan/2023
Na terceira noite noite o navio pernoitou atracado no cais de Aswan, um movimentado mercado e centro turístico na margem ocidental do Nilo.
Aswan, a cidade fronteiriça sul do Egito Antigo, sempre teve grande importância por sua posição geográfica em relação ao tráfego do Rio Nilo, considerada a ligação entre o Egito e o resto da África.
Acordamos no dia seguinte com esta magnífica paisagem na janela da nossa cabine.



MERCADO DE ASWAN
Esta exótica rua inicia na estação de trem e segue por muitos quarteirões com o sol penetrando através das diferentes coberturas: treliça de madeira, lona e objetos expostos para a venda.




Nesta rua são vendidos chás, temperos, roupas, bolsas, calçados, antiguidades, bijouterias, frutas, legumes e muito mais.


Caminhei com minha amiga durante algumas horas por esta rua escapando dos vendedores que, incansavelmente, nos perseguiam oferecendo seus produtos.
Assim é o Egito!




No Egito conheci a capital, pirâmides, templos e desertos: